SÍNDROME DE IRLEN

junho 23, 2017

Você já ouviu falar desta síndrome? Alguns profissionais defendem que ela ocorre por um desequilíbrio que afeta a capacidade de se adaptar à luz e altera a percepção visual, podendo causar problemas na leitura.

Mas não existem estudos bem delineados que provem que ela existe efetivamente e que possa ser tratada com o uso de lentes e filtros coloridos. Este tratamento não é reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e, além disso, a Associação Americana de Oftalmologia (AAO) lançou um documento que recomenda o tratamento multidisciplinar da dislexia e problemas de aprendizagem e, inclusive, reforçou a falta de estudos comprovando a eficácia de terapias visuais e uso de filtros.

A recomendação é consultar um oftalmologista para avaliar se há problemas de grau, estrabismo, fotofobia de causas orgânicas, para chegar ao tratamento adequado das patologias oftalmológicas.

E para o tratamento dos transtornos de aprendizagem é necessária uma abordagem multidisciplinar com neurologistas, psiquiatras, psicólogos e pedagogos.
São problemas complexos que não apresentam soluções fáceis.

A dica é: não acredite em tudo que sai na internet. Na dúvida, consulte um oftalmopediatra.

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NISTAGMOSEGUNDA CIRURGIA DE ESTRABISMO
All comments (18)
  • Barbara Assis
    outubro 23, 2017 at 13:54

    Tenho Síndrome de Irlen. Uso os filtros e tenho melhor desempenho em minha vida profissional e acadêmica. Não estive desesperada . Mas estou melhor em […] Read MoreTenho Síndrome de Irlen. Uso os filtros e tenho melhor desempenho em minha vida profissional e acadêmica. Não estive desesperada . Mas estou melhor em todos os aspectos no que se refere a distorção na visão. E quanto a dislexia , não é a mesma coisa. Inclusive pode coexistir no mesmo indivíduo. E há pesquisas sim, materiais científicos sim. Sugiro procurar A associação de Neurociências da visão , laboratório LAPAN e UFMG. É bem vindo todo especialista preocupado com o nosso bem estar. Read Less

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  • Beatriz Silvestre Knust
    outubro 23, 2017 at 16:03

    Boa tarde, Dra e Colega. Sugiro que se informe mais sobre o assunto antes de comentá-lo. A medicina está em constante evolução e constantemente distúrbios […] Read MoreBoa tarde, Dra e Colega. Sugiro que se informe mais sobre o assunto antes de comentá-lo. A medicina está em constante evolução e constantemente distúrbios e doenças novas vão sendo descobertas. A disfunção da via magnocelular já é bem conhecida. É o bom funcionamento dessa via que nos permite fazer a micromoventação ocular fina que nos permite ler. Sugiro que pesquise no site do hospital de olhos de Belo Horizonte, holhos.com.br , lá você vai encontrar link para inúmeros trabalhos científicos já publicados e encontrará a medicina baseada em evidências que tanto valorizamos. Sugiro também que entre em contato com a Sociedade Brasileira de Neurovisão (Sim, ela existe!!!) Composta por profissionais de altíssima excelência, como a Dra. Márcia Guimarães, (mestre em biologia molecular pela Univ. de Paris, Felowship em Ocular Patology pelo armed Forces Institute-Washington D. C.-USA, Doutora em Neurovisão pela Faculdade de Medicina UFMG e coordenadora da Embriologia ocular do curso de ciências básicas da UNIFESP e internacional School of neurovision. Eles estão abertos a debates e esclarecimentos para a classe médica. E eles certamente entendem mais do assunto que você. Visão é muito, mas muito mais que “problemas de grau e estrabismo”. Infelizmente, o reconhecimento da Síndrome de Irlen no Brasil tem sido retardado por esse debate estéril. Sou médica cardiologista, e portadora da síndrome. Descobri depois que minha filha, de sete anos, não estava conseguindo ser alfabetizada, e só enxergava uma sílaba por vez, (desde que tampássemos as outras), tamanho era o grau de comprometimento da sua visão periférica dinâmica. E seu exame de acuidade visual, sempre normal. Eu a vi lendo pela primeira vez depois dos óculos. Concordo com o atendimento multidisciplinar, mas é indispensável sim, que crianças com dificuldades de alfabetização e leitura sejam avaliadas quanto à sua visão e testadas para disfunção da via magnocelular ( Síndrome de Irlen), assim que observada a dificuldade. Pois visão é o sentido mais importante na alfabetização e as crianças não podem esperar, sob pena de perderem suas janelas de aprendizado. Desse modo, faço minhas as palavras do presidente da Sociedade Brasileira de Neurovisão: “Lamentamos que essa discussão ora na mídia e redes sociais não tenha acontecido em local qualificado e com foco científico, com debate frontal e equilibrado, onde opiniões diferentes se manifestem com clareza. Sem essa transparência a medicina perde credibilidade e se arrisca a adotar interpretações viciadas, unilaterais, sendo percebida como corporativa ou materialista.” Procure conhecimento, converse com os profissionais envolvidos e com os pacientes. E reconsidere. E, concordo com você... não devemos acreditar em tudo que vemos pela internet... A começar, infelizmente, pelas informações aí em cima. Read Less

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  • Vera Wielewicki
    outubro 23, 2017 at 19:07

    Boa tarde. Meu filho foi diagnosticado por profissionais devidamente habilitados, e não pela Internet, com Síndrome de Irlen há cerca de quatro anos. Antes disso, […] Read MoreBoa tarde. Meu filho foi diagnosticado por profissionais devidamente habilitados, e não pela Internet, com Síndrome de Irlen há cerca de quatro anos. Antes disso, ele apresentava dificuldades de leitura e cálculo, dificuldade em praticar esporte com bola, dificuldades para se orientar espacialmente, cefaleia constante, lacrimejamento, náuseas fortes e diarreia. Foi avaliado por oftalmologista, como deve ser, por pediatra, por neuropsicóloga, que não detectaram nenhum problema orgânico, nem de dificuldades de aprendizagem. Há quatro anos, desde que ele vem usando os filtros (óculos) e sendo acompanhado por equipe multidisciplinar altamente qualificada, esses problemas sumiram. Ele lê, escreve, calcula, anda de bicicleta, joga basquete, com participação em campeonatos, faz teatro e plastimodelos. Acima de tudo, é feliz. Nós, familiares das crianças portadoras de Irlen, solicitamos encarecidamente que profissionais da saúde e da educação, em especial aqueles que acreditam que têm o dever de informar as pessoas através das redes sociais, procurem se informar de forma mais abrangente antes de emitirem opinião. E por favor, não tirem a felicidade das nossas crianças. Read Less

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