Teste do olhinho

DRA. LUISA MOREIRA HOPKER
  • Teste do Olhinho

    É um teste realizado pelo Pediatra na maternidade ou no consultório que avalia o reflexo vermelho dos olhos dos bebês que deve ser homogêneo e simétrico nos dois os olhos.

    O teste pode detectar doenças como catarata, glaucoma congênito e qualquer outra patologia que cause opacidade dos meios transparentes do olho, como alterações congênitas de córnea, tumores intraoculares, entre outras alterações. Se o teste estiver alterado, o pediatra deve encaminhar ao Oftalmologista para uma avaliação mais completa com dilatação da pupila.

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  • Quando e em quem deve ser feito?

    O teste do olhinho, ou teste do reflexo vermelho, deve ser realizado pelo Pediatra logo na primeira semana de vida do recém-nascido ainda na maternidade.

    Ele é importante para detector precocemente algumas patologias para que já comecem a ser tratadas.


    Pergunte ao seu médico se o teste foi realizado antes de ir embora do hospital.

  • Como funciona?

    O exame é simples, indolor e consiste na visualização de um reflexo vermelho que aparece quando se ilumina o olho do bebê com um aparelho chamado oftalmoscópio.

    O fenômeno é semelhante ao observado nas fotografias com flash. Para que o teste esteja normal é necessário que o eixo óptico esteja livre, isto é, sem nenhum obstáculo à entrada e à saída de luz pela pupila.

    O normal é que o reflexo seja vermelho ou alaranjado nos dois olhos de forma simétrica. Se o teste não estiver normal ou estiver duvidoso, o bebê deve ser avaliado por um oftalmologista no máximo dentro de 30 dias.

  • Por que fazer?

    Desde o final da década de 2000 a realização do teste do olhinho passou a ser obrigatória por Lei. Quando o bebê nasce ele ainda não sabe ver da forma como vemos e, para aprender, ele precisa das condições ideais em suas estruturas oculares.

    Qualquer alteração com obstrução no eixo visual pode impedir o desenvolvimento adequado da visão nesta fase precoce e esse quadro pode ser difícil de ser tratado mais tardiamente, podendo levar à perda da visão.

    A identificação precoce de uma alteração pode resolver o problema, ou ao menos diminuir transtornos futuros.