USO DE ELETRÔNICOS POR CRIANÇAS E OS EFEITOS DA LUZ AZUL.

setembro 04, 2017

Neste feriado a Dra. Luisa estará no Congresso Brasileiro de Oftalmologia, em Fortaleza. Além de participar do evento, ela dará aulas sobre alguns temas, que serão também assuntos dos nossos posts. Começamos pelo Uso de Eletrônicos pelas Crianças e os Efeitos da Luz Azul desses equipamentos na visão.
Os eletrônicos, em especial os portáteis smartphones e tablets, têm sido amplamente utilizados de forma recreativa e até educacional pelas crianças nos últimos anos.
No entanto vários trabalhos científicos têm sido realizados para saber se os efeitos deste uso são positivos ou não. O que se sabe é que em relação à visão, o excesso de uso pode aumentar a chance de desenvolver miopia ou piorar sua progressão, causar sintomas de olho seco e, possivelmente, causar danos oxidativos na retina a longo prazo, devido aos efeitos da luz azul emitida pelas telas. A melhor prevenção é reduzir o tempo de exposição dos pequenos à estas tecnologias. Outras medidas são uso de telas e lente que bloqueiam a luz azul e podem ser usadas sobre a tela do aparelho ou na forma de óculos.

A recomendação de exposição das crianças aos eletrônicos varia com relação à idade:
0-2 anos: Nenhuma exposição. Isso mesmo, zero! A única exceção considerada pela Associação Americana de Pediatria é eventual videoconferência com parentes e amigos monitoradas por um adulto.
3-5 anos: Máximo de 1 hora por dia, somando todos os eletrônicos (incluindo televisão). Preferencialmente programas ou jogos educativos que os pais possam interagir e participar com a criança.
Acima de 5 anos: Tempo que não atrapalhe as funções vitais básicas, como comer, dormir e brincar. Lembrando que os pais devem sempre monitorar o conteúdo.
Em todos os casos deve-se evitar o uso de eletrônicos durante as refeições e até 1h antes de dormir, pois podem interferir no sono e gerar cansaço na manhã seguinte.
Parece radical? Estudos mostram que além de problemas oftalmológicos, o uso em excesso destes aparelhos pode trazer alterações comportamentais, sociais e psicológicas, além de gerar atraso no desenvolvimento da fala.

Deixe um comentário
PSEUDOESTRABISMO OU FALSO ESTRABISMOTRATAMENTO FARMACOLÓGICO DO ESTRABISMO.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *